ASSEMBLEIA ESTADUAL DE 14/07/2010
Em ato marcado pelo frio e chuva intensa, funcionários decidem permanecer em greve
A greve continua! Enfrentando chuva intensa e baixa temperatura, os funcionários do Tribunal de Justiça paulista decidiram continuar paralisados. A deliberação foi tomada na tarde desta quarta-feira, 14, na Praça João Mendes, Capital paulista, em assembleia que também aprovou a realização de novo encontro estadual, na próxima quarta-feira, 21, às 14h00.
Com 78 dias de greve completados, a paralisação deste ano se aproxima do número alcançado em 2004, quando a categoria permaneceu 91 dias de braços cruzados. O Tribunal de Justiça persiste na postura do “bico calado”, sem apresentação de proposta capaz de por fim ao movimento. Na assembleia desta quarta-feira esses fatos foram lembrados pelos dirigentes de entidades, que de forma unânime também criticaram a atitude da Polícia Militar, tomada no encontro da semana passada.
Só para relembrar, a tropa da PM, acionada pelo TJ-SP, coibiu com violência – bombas de efeito moral, cacetadas, balas de borracha e gás de pimenta foram utilizados – a tentativa pacífica de abraço simbólico que seria dado pelos funcionários ao prédio do Fórum Central.
CPI – Quem também censurou o comportamento dos policiais foi o deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL), um forte aliado da categoria neste movimento paredista. Presente ao evento, o parlamentar falou da CPI do Judiciário paulista, proposta por ele e, se aprovada, a ser instalada no âmbito do Legislativo paulista: “Continuamos com as mesmas 19 assinaturas (de deputados) conquistadas até a semana passada”.
Devido ao frio e à chuva que atingiram a cidade de São Paulo na tarde desta quarta-feira, a assembleia abortou procedimentos adotados em edições anteriores e partiu para as deliberações. As decisões aprovadas indicam um conjunto de atividades que deverão ser adotadas pelas entidades representativas, algumas delas ratificando votações passadas:
– Pedido de intervenção, por meio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para a presidência da República
– Instalação de barracas para a coleta de assinaturas apoiando o pedido de CPI do Judiciário, com esclarecimento à população
– Divulgação de índices de paralisação no Estado
– Envio de ofício à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), denunciando os atos praticados pelo TJ-SP
– Demonstração na mídia, divulgando a realidade dos funcionários da Justiça estadual paulista
– Apresentação de vídeos em frente aos fóruns
– Que nas assembleias estaduais todos os funcionários portem crachás de identificação